Arquivos da categoría Alberte Pagán

Mapas políticos e mapas físicos, ou Hai lémures em Europa?

A "mesquita máis velha da França"

A “mesquita máis velha da França”

Alberte Pagán. De cativo, na escola, sempre me surprendia o dado de que a montanha mais alta do Reino de Espanha fosse o Teide, um afastado volcám que se topava além o oceano. Tampouco nom entendia a existência da Europa como continente, pois contradizia a definiçom do termo. A medida que um ia madurando politicamente começava a entender a orige destas mentiras lingüísticas que, no fundo, eram (som) mentiras políticas. Continue reading Mapas políticos e mapas físicos, ou Hai lémures em Europa?

A Corunha (Austrália)

Sally Morgan My Place

Sally Morgan My Place

Alberte Pagán. My Place (1987) é umha novela autobiográfica da australiana Sally Morgan que co passo do tempo se tornou clássica, até o ponto de ser de leitura obrigatória em muitas escolas. É a história dumha rapariga que a medida que medra decata-se de que hai algo “diferente” nela. As companheiras na escola perguntam-lhe de onde é (“Es índia?”), ao que ela nom sabe que respostar. Quando traslada a pergunta à sua nai, esta responde: “Di-lhes que si, que somos da Índia”. Irmá, nai e avoa confabulam-se para ocultarem a sua ascendência aborige: “Podes ser índia, holandesa, italiana, o que che pete, qualquer cousa agás aborige”, sentencia a sua irmá. Continue reading A Corunha (Austrália)

Vacas, ou as laganhas de Frank Zappa

sleep-dirtAlberte Pagán. AS LAGANHAS DE FRANK ZAPPAGosto de toda a ampla e variada produçom musical de Frank Zappa. Mas nom passam de meia dúzia os álbuns aos que volto umha e outra vez: as cançons do Apostrophe, a música orquestral de vanguarda de The Yellow Shark, ou o jazz-rock de Hot Rats, disco que roça a perfeiçom.

Mas há um álbum ao que tenho especial apreço: Sleep Dirt, o primeiro inteiramente instrumental da carreira do músico. Continue reading Vacas, ou as laganhas de Frank Zappa

Chiwoniso Maraire

ChiwonisoAlberte Pagán. O 11 de julho de 2006 aterrei em Harare. Após buscar hotel e descansar da viage acheguei-me a umha cafetaria do centro, a Jazz 105, da que me faria asíduo. No jornal que lia entanto ceava anunciava-se um concerto dumha tal Chiwoniso Maraire para essa mesma noite no Book Café, local que tamém acabaria freqüentando pois Chiwoniso actuava no seu cenário todas as terças-feiras. Continue reading Chiwoniso Maraire