Arquivos da categoría Cine

Joker: retrato da violencia que vén?(I)

15702823733067Ignacio Castro Rey. Retrato máis ben de certa dozura anómala. Ou da compaixón que vén, pois Todd Philips, nesta película que non deixa indiferente a ninguén, fala ante todo do sufrimento do ser humano, un tormento do perdedor que podería ser calquera de nós. Cando o protagonista baleira a neveira e se mete dentro, despois dunha infinidade de humillacións Continue reading Joker: retrato da violencia que vén?(I)

O moucho cego

Sadegh Hedayat: Esta foto de Sadegh Hedayat decora o quarto do protagonista da película de Mazdak Taebi.

Sadegh Hedayat: Esta foto de Sadegh Hedayat decora o quarto do protagonista da película de Mazdak Taebi.

Alberte Pagán. Um pintor de estojos, fumador de ópio, recebe a visita dum desconhecido que di ser seu tio. Quando o anfitriom vai buscar vinho ve por um bufardo a cena primigénia do relato: umha mulher/anjo vestida de negro oferece umha flor a um velho yogi que senta baixo um cipreste; um rego os separa; ela quer cruzar mas tropeça e cai, ante os exagerados risos do velho. Esta é a cena que obsessiona ao home e que pinta nos estojos umha e outra vez. Pouco despois a mulher/anjo aparece na porta do narrador, entra na casa, deita-se no leito. Está morta, vermes na carne. O narrador, após deitar-se com ela, despeça-a e leva os anacos numha maleta até um cemitério coa ajuda dum cocheiro/trapeiro/enterrador. O moucho do título é a sombra do narrador na parede, a única que pode chegar a entender a sua narraçom, escrita “para asegurar-me de que estes sucessos nom som produto da minha imaginaçom”. Continue reading O moucho cego